25 de agosto de 2011

Eficiência das PMEs foi recorde em 2011

Em 2010, a eficiência empresarial das pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras registrou o patamar de 57,6 pontos, novo recorde, com elevação de um ponto sobre o desempenho de 2008, último recorde da série. Após a crise financeira internacional em 2009, com impactos prejudiciais na indústria, a eficiência empresarial das PMEs se recuperou da crise. O Indicador Serasa Experian de Eficiência Empresarial das PMEs varia numa escala de zero a cem sendo que, quanto mais próximo de cem, maior é o grau de eficiência média das empresas do setor analisado.

Apesar dos impactos causados pela crise financeira internacional entre 2008 e 2009, as pequenas e médias empresas (PMEs) mantiveram seu nível de eficiência acima do limite médio dos anos anteriores. Elas foram beneficiadas, principalmente, pelo segmento do comércio, que registrou elevação recorde no nível de eficiência empresarial (67,1 pontos). O aumento ocorreu porque o comércio está estruturalmente ligado ao comportamento da economia interna do país, ao contrário da indústria, que registra uma parcela voltada à economia internacional, fortemente impactada pela crise.

O nível da atividade comercial foi favorecido pela ampliação da renda e do crédito à população, os quais impulsionaram a demanda interna por produtos e serviços e possibilitaram reajustes nos preços ao consumidor.

Apesar da recuperação em 2010, a eficiência das pequenas e médias empresas industriais não voltou ao patamar de antes da crise. Em 2009, a queda no volume exportado e a concorrência dos produtos importados impulsionaram a diminuição da eficiência das PMEs industriais. No ano seguinte, a dificuldade em elevar os preços permaneceu por causa do crescimento das importações, estas favorecidas pela queda na taxa de câmbio. As indústrias continuaram dependendo do mercado interno para se recuperar, já que a reabilitação do mercado mundial foi lenta.


Comércio

Segundo os analistas da Serasa Experian, a elevação dos preços do varejo propiciou a ampliação da receita das pequenas e médias empresas de comércio e de serviços em relação a 2009, com destaque para as primeiras.

Apesar do crescimento dos custos dos setores de comércio e serviços terem aumentado mais do que de suas receitas, o nível de eficiência empresarial das PMEs de comércio foi beneficiado pelo seu resultado do exercício, um novo recorde na série. O comércio tem sido o único segmento a apresentar crescimento consistente nesse indicador, já que em serviços houve retração e os resultados da indústria foram prejudicados pela crise. 

Já as despesas das PMEs de comércio, que registraram elevação em 2009, caíram num patamar inferior à média histórica do segmento em 2010, o que contribuiu para o resultado.


Setores de destaque
Entre 2005 e 2010, alguns segmentos da indústria, do comércio e de serviços tiveram destaque, favorecidos principalmente pela conjuntura econômica e pelas políticas públicas governamentais que influenciaram muito segmentos específicos de serviços. 

Nas PMEs da Indústria o segmento mais eficiente foi o de laticínios, com diferencial positivo médio de participação de 1,12% no período de seis anos. A melhora no rendimento da população e a capacidade plena de atender o mercado nacional favoreceu o segmento nos últimos anos.

Em segunda posição no ranking, a indústria de cabos e condutores elétricos, impulsionada pelo aumento da atividade da construção civil e de obras públicas, principalmente relacionadas à energia. O diferencial positivo médio de participação foi de 0,63%.

Fonte: Economia SC